27.2.17

Schwyz e a fundação da Suíça

A cidade de Schwyz é também a capital do cantão de mesmo nome. Ela fica localizada no centro do país e tem uma importância muito grande para a Suíça, pois foi no dia primeiro de agosto de 1291 (anivérsário da Suíça) no cantão de Schwyz que a Suíça foi fundada. Junto com os cantões de Uri (onde está Altdorf), Obwalden e Nidwalden foi onde se deu a Confederação Helvética (Suíça). O nome Schweiz (que significa Suíça em alemão) vem de Schwyz.

Schwyz é bem lindinha e está cercada pelos alpes e por onde quer que você olhe, vai dar de cara com uma paisagem bem bonita. Curiosamente, apesar de ter sido o local da constituição da Suíça, parece não ser um lugar de muitos turistas. De qualquer maneira, a cidade é uma graça e pra mim valeu a pena o passeio.
A pracinha no centro de Schwyz com alguma decoração para o carnaval
Neste dia fazia um pouco de frio, mas o inverno fez o favor de dar um sol para a gente e "só isso" mudou tudo: a cara da cidade, das paisagens e até das pessoas. A vibe em dias assim é completamente diferente!
Já pensou morar no pé dos alpes?
Pelas ruazinhas de Schwyz
Os dias bonitos de inverno tardam, mas não falham. O inverno em si não me incomoda, o que acaba me incomodando mesmo são os dias cinzas e sem luz, quando parecem ser intermitentes.
Schatzturm (torre do tesouro)
Essa é a construção mais antiga de Schwyz. Essa torre data de 1200 e antigamente já serviu como residência e até prisão.



O lindo prédio da prefeitura de Schwyz
Caminhando pela cidade, o que também me impressionou bastante foi o prédio onde funciona a escola pública de Schwyz. Pra mim, até agora, foi a escola mais bonita que eu já vi aqui na Suíça!
 Achei essa escola lindíssima! Já pensou que delícia estudar em uma escola com um prédio desses?
Foi também em Schwyz que nasceram os famosos canivetes suíços. Segundo informações do site Myswitzerland, mais de 25.000 destes canivetes são produzidos lá diariamente. Aliás, o ponto turístico em torno de Schwyz é conhecido pelo nome de Vale do Canivete.

Foi uma delícia passar o dia em um cidade tão bonita e tão cheia de significados. Por aqui já estamos em clima de primavera, e embora o inverno ainda não tenha ido embora, já estamos vendo sinais de que ele está com os dias contados.
Então, tchau inverno e até mais, primavera!
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24.2.17

Basel e o maior carnaval da Suíça

Já que o clima é de carnaval, ô, abre alas! Vamos falar de carnaval!! 🎊🎉🎊🎉

Basel é uma cidade suíça muito conhecida pela sua vida cultural e como carnaval também é cultura, a cidade de Basel é a dona do maior carnaval da Suíça, que é marcado normalmente por muito frio, confete, carros alegóricos e fantasias com máscaras que animam a festa.
Carro do FC Basel, um dos maiores times de futebol da Suíça
  
Alguns carros alegóricos vão distribuindo balas, doces, maças e até laranjas ao longo do percurso
Um detalhe curioso é que a abertura do carnaval de Basel se dá às quatro horas da manhã!! Quando eu fui, eu não vi a abertura porque não acordei tão cedo, rs..., mas é um evento muito especial onde todas as luzes do centro da cidade vão se acendendo à medida que o desfile avança com os bateristas e os tocadores de flautim que vão entoando as marchinhas de carnaval. Esse evento se chama "Morgestraich" (no dialeto de Basel para Morgenstreich em hoch deutsch), que significa algo como "Manhã de travessuras/brincadeiras". Abaixo segue um vídeo para se ter uma idéia de como é:


O carnaval de Basel (conhecido aqui como Basler Fasnacht) é muito especial e tradicional aqui na Suíça. É um evento muito esperado pelos "foliões". E os carros alegóricos não fazem por menos e capricham na decoração e nas máscaras.

 Neste dia a cidade lota. A movimentação já começa quando você sai da estação do trem. O desfile começa no centro da cidade e vai seguindo Basel afora chegando até a Münsterbrücke, onde os "foliões" aguardam pelos carros alegóricos.
A Münsterbrücke lotada para a espera dos carros alegóricos e do desfile


A festa de carnaval de Basel é sempre realizada na segunda-feira após a quarta-feira de cinzas. Esse ano a festa será no dia 06 de março. Neste dia a cidade pára, o comércio fecha, mas alguns restaurantes ficam abertos e costumam servir pratos associados ao carnaval de Basel, como a sopa de cebola e a torta de queijo.

A "entrada" para o carnaval de Basel é grátis, porém todavia....é também vendido um broche (plakette) representativo do carnaval e muito embora ninguém seja obrigado a comprá-lo é bom que se faça isso e eu te digo o porque: senão você toma um banho de confetes!!!!! e muiiiito confete!!É bom comprar e usar esse broche em um lugar visível da sua roupa pois dessa forma ninguém vai zoar você e te encher de confetes!!

A foto não está muito boa, mas é mais ou menos isso que acontece com quem não compra o broche. Medo!
O dinheiro da venda destes broches é um subsídio para a festa de carnaval e revertido para as comitivas que participam do carnaval. O preço dos broches começam em 9 francos (bronze), 18 francos (prata), 45 francos (ouro) e segue... o preço chega até 100 francos. Pois é tem categorias diferentes. Seria como se fosse um abadá do carnaval brasileiro?? haha. Esses broches podem ser comprados nos quiosques oficiais distribuídos pela cidade de Basel.
O broche do carnaval 2017


Bom carnaval pra quem é de carnaval e até mais, Basel!!
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14.2.17

Comprando e tomando vinhos na Suíça

A Suíça pode ser é um país caro para se viver, mas se tem uma coisa que custa relativamente barato por aqui, são os vinhos! Se você tiver apenas 5 francos na sua carteira, você vai conseguir comprar um vinho relativamente bom para aquele jantarzinho despretensioso que você estiver a fim de preparar. E, se tem uma coisa que eu aprendi, é que nem sempre um vinho barato é ruim, ou ao contrário também: um vinho caro não indica que ele vai agradar o seu paladar.
 
Vinhos Chianti e Primitivo a menos de 5 francos a garrafa pequena (500 ml). Se eu estou sozinha no supermercado, com pressa e pouca paciência para ficar lendo os rótulos e querendo comprar um vinho simples, lanço mão do meu modo tosco e arcaico na hora de escolher e compro o da prateleira mais vazia, rs... minha "lógica" nestas horas é, se está barato e vendendo bem, deve ser bom.. hahaha... não é lá um método recomendável de avaliação, mas é o que eu as vezes faço :-)
Muitos suíços tomam quase que diariamente uma taça de vinho às refeições. Na parte francesa da Suíça, creio eu, que esse seja um costume ainda mais forte, já que lá a tradição das vinícolas é ainda mais presente, sendo onde se encontra a maioria dos vinhedos da Suíça.
Vinho branco de Aigle, um dos meus favoritos
Eu a-d-o-r-o  os vinhos brancos suíços, bem mais do que os tintos. Vejam bem, eu estou longe de ser uma especialista ou entendida em vinhos, esse não é o meu metier, no entanto, eu sei o que é bom...rs... e a prática (de tomar vinho) vai levando à perfeição. :-)
 Vinhos suíços dos vinhedos de Aigle e St.Saphorin
É um amigo que indica um vinho aqui, outro que a gente experimenta por acaso ali, uma degustação que a gente faz aqui e acolá... e é assim que a gente vai pegando o gosto, se acostumando e aprendendo um pouco a diferenciar os sabores de vinho. Tudo fruto da experimentação mesmo, nada de expertisse. No mais, os rótulos de vinhos quase sempre indicam qual prato vai harmonizar melhor com ele, assim vai ficando mais fácil, mesmo para os leigos.

Outro vinho branco que eu amo: o francês (região da Alsacia) com uvas Gewurztraminer. Além de delicioso, é barato!
Até porque, para quem entende mesmo de gastronomia, é considerado um acinte tomar um refrigerante (que altera o sabor da comida) acompanhado de um prato bem preparado. É preferível tomar água. Nunca uma Coca Cola acompanhando, por exemplo, um prato de massa bem feito.
No rótulo: Primitivo Rosato de Puglia: harmoniza com carnes brancas
massas e aperitivo
Independente de entender ou não de vinhos, aqui na Suíça é oferecida uma gama enorme de marcas de vinhos, não só vinhos produzidos na Suíça, como também vinhos italianos, alemães, franceses, hungaros, chilenos, argentinos, espanhóis e por ai vai...
Prateleira de um supermercado Coop
Aqui é tão fácil e acessível provar diferentes vinhos, que até nos pequenos supermercados (os de bairro mesmo, por exemplo), é possível ter muitas opções de marcas, tanto as mais baratas, quanto as mais caras. Tem para todos os bolsos e gostos!
Normalmente os vinhos suíços têm bastante destaque nas prateleiras dos supermercados, até porque somente uma pequena porcentagem da produção, cerca de 2%, é exportada. O restante da produção é para consumo local. As regiões de Aigle e St.Saphorin- Lavaux, por exemplo, tem uma extensa área de vinhedos, que produz vinhos brancos e tintos. Mas não só na parte francesa há vinhedos, outras regiões como Zurique e Aargau também têm uma pequena representação na venda e produção de vinhos. 

Vinhos de Wettingen e Schinznach, região do Aargau (parte alemã da Suíça)

Em supermercados como o Coop (os médios/grandes) ou Denner há uma ótima oferta de vinhos. E lá, ainda é muitas vezes possível comprar rótulos com descontos que, algumas vezes chegam a 50%. Eu sempre me espanto ao ver que um vinho argentino ou chileno, consegue chegar aqui com um preço muito mais em conta do que o mesmo vinho sendo vendido no Brasil, que é país vizinho e que portanto os custos com transporte e manipulação poderiam ser menores, fazendo com que ele custasse mais barato por lá. Infelizmente, não é assim. Os impostos detonam com o custo final!
A título de curiosidade: em uma pesquisa rápida pela internet
encontrei esse mesmo vinho chileno sendo vendido no Brasil por 108,80 reais!!
Malbec Argentino Mendoza Santa Ana: com 50% de desconto cada garrafa sai a menos de 5 francos. Uma pechincha!
Enfim, estando de passagem aqui na Suíça eu acho altamente recomendável degustar uma taça de um vinho suíço, e quem sabe, até levar uma garrafa para a casa.

Zum Wohl (Saúde)!
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2.2.17

Saint-Ursanne e o silêncio do inverno

A Suíça como eu já escrevi aqui, é um país muito silencioso, além de calmo. Some-se a isso um inverno longo, onde os dias por si só, além de curtos, são na maioria das vezes, cinzas e nublados. Isso contribui para que a atmosfera daqui se torne ainda mais soturna e quieta.

St Ursanne e a quietude do inverno
Durante o inverno, aqui na Suíça, algumas cidades parecem ficar completamente "desertas", principalmente aos finais de semana. Mesmo cidades que tenham alguma atração turística, como castelos por exemplo, podem dar a impressão de estarem "vazias" porque pontos turísticos como esses ficam fechados durante esta estação do ano.

 A cidade de St. Ursanne
Não adianta, a Suíça no inverno é isso mesmo. Vivendo aqui a gente vai vivenciar muitos dias assim: de névoa e neblina. Dá até pra escapar um pouco desses dias indo para as montanhas. Lá é onde as pessoas esquiam e - há mais probabilidade de ter sol. Entretanto, não há como fugir por muito tempo dos dias nublados, a não ser que a gente vá para o Caribe (rs...) ai, são outros quinhentos.... mas, o que eu quero dizer é que é preciso preparo, principalmente psicológico, para encarar o inverno daqui. Afinal nem todas as cidades são como Zurique ou Genebra, onde há mais movimento e mais gente circulando, mesmo durante o inverno. Entretanto nenhuma dessas cidades vai conseguir driblar por muito tempo o ar taciturno que certamente o inverno trará.
Igreja de St.Ursanne
St. Ursanne na região francesa da Suíça, está ai para confirmar isso. Pertencente a região do Jura, a cidade faz parte do distrito de Porrentruy. St. Ursanne tem cerca de 1000 habitantes e tem como atração turística o Mosteiro de mesmo nome. Aliás o seu nome refere-se à São Ursicinus, um monge que construiu esse mosteiro lá. Infelizmente, quando eu estive em St.Ursanne o Mosteiro estava fechado (inverno!!) mas eu fiquei muito interessada em visitá-lo assim que a primavera chegar.

 Mosteiro de St.Ursanne: fundado no século 11. Mais de 900 anos de história!

St. Ursanne, que já pertenceu à França, tem um centro histórico que pouco mudou ao longo dos séculos. Ele é caracterizado por casarões que datam do século XIV ao século XVI. Atualmente a cidade possui alguns hotéis e até um cabaré, quem sabe para alegrar os dias dos solitários do inverno. (rs.)

A cidade é cortada pelo rio Doubs que faz um percurso em St.Ursanne antes de circular para a França. Desde janeiro de 2009 St.Ursanne foi anexada (juntamente com outras cidades do cantão Jura) ao novo município de Clos du Doubs.
 
 St Ursanne e o Rio Doubs

Já que o inverno é longo por aqui, o jeito é tentar aproveitar no estilo "é o que tem pra hoje", ou melhor, para o inverno (eu procuro sempre pensar assim, acho que é tipo uma fórmula contra o mau humor e o pessimismo). Porque, felizmente, aqui há também muitos dias de céu azul. E, a gente sabe, que eles virão.
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