3.6.16

Altdorf, a cidade do herói suíço Wilhelm Tell

O ano era 1307. A situação, vexatória: todos os cidadãos suíços deveriam se inclinar para saudar um chapéu, com as cores da Aústria, que fora pendurado em um poste em uma praça da cidade de Altdorf. Todos que passassem por ali deveriam "reverenciar" o chapéu, demonstrando assim, respeito aos então Imperadores de Habsburgo, que à época lutavam pela dominância do cantão Uri (onde está localizada Altdorf).

Cidade de Altdorf: cercada pelos alpes.
Para testar a lealdade dos suíços aos imperadores, Hermann Gessler, um tirano governador austríaco, ordenou que soldados vigiassem o chapéu a fim de se certificar que as suas ordem estavam sendo cumpridas.

Jogo de luzes no monumento a Tell em Altdorf, representando a encenação do arqueiro
ao acertar a flecha na maçã sob a cabeça do filho.
É ai que Guilherme Tell entra na história. Ele e seu filho, um dia, caminhando pela praça não fizeram a tal reverência ao chapéu e, por isso, foram presos.

Você já deve ter visto em filmes, desenhos ou mesmo em alguma charge, uma cena clássica, onde um arqueiro tenta acertar com uma flecha uma maçã disposta na cabeça de alguém. Pois é, é da lenda de Guilherme Tell que surge essa encenação. Tell era conhecido como um homem forte e bom atirador e por conta destes dotes, o governador quis testá-lo.

 Conforme a Wikipédia:
"Como castigo por Tell não ter reverenciado o chapéu, o governador austríaco  o fez disparar a besta (uma arma com aparência de espingarda acoplada a um arco de flechas) a uma maçã na cabeça do seu filho. Tell tentou demover Gessler, sem sucesso; o governador ameaçaria ainda matar ambos, caso não o fizesse.
Tell foi assim trazido para a praça de Altdorf, escoltado por Gessler e os seus soldados. Era o dia 18 de Novembro de 1307 e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo (e, sobretudo, ao seu culminar). O filho de Guilherme foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro.

Não obstante, Guilherme trazia uma segunda seta. Gessler, ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Guilherme respondeu:
"Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho".

Indignado, Gessler mandou o rebelde para a prisão alegando que dignaria a sua promessa deixando-o viver — mas preso, no castelo de Küsnacht. Guilherme foi levado acorrentado de imediato para um barco em Flüelen, onde esperou que Gessler e seus soldados embarcassem. Não muito distante do porto, deu-se uma tempestade. O Föhn, um vento do Sul, causava ondas tão altas que dificultou a viagem, praticamente arremessando o barco contra as rochas. Os que lá viajavam, assustados, gritaram: "Só Guilherme Tell nos pode salvar!". Gessler libertou Tell, que conduziu o barco em segurança ao sopé da Montanha Axenberg, perto de uma rocha chamada Tellsplatte.

Quando Tell amarrou o barco, ele atirou uma lança em um soldado, saltou do barco e, empurrando-o com os pés, fugiu pelo cantão de Schwyz. Gessler conseguiu sobreviver à tempestade e chegou ao castelo de Küsnacht nessa mesma noite. Tell se escondeu em uns arbustos num beco que o levaria à residência do governador. Assim que Gessler e os seus soldados apareceram, Tell matou-o com uma seta da sua besta, libertando o país da tirania do governador. Segundo a lenda, este evento marcou o início da revolta que ocorreu a 1 de Janeiro de 1308. "

Essa história é refutada por diversos historiadores. Muitos acreditam que Wilhelm Tell nunca existiu de fato. Até hoje, as evidências encontradas não foram suficientes para comprovar a história como verídica. De qualquer maneira, a lenda evoluiu e é contada até os dias de hoje. Se Tell, existiu ou não, ele ainda permanece no imaginário da cultura popular, sendo considerado como um verdadeiro herói e uma figura com a qual os suíços se identificam. Em uma recente pesquisa, 60% dos suíços acreditam que Tell tenha de fato existido.
Bom, a cidade de Altdorf é bem pequena, e como não poderia deixar de ser, vive um pouco da fama da lenda de Wilhelm Tell. Na cidade há uma estátua que o homenageia, assim como alguns estabelecimentos que levam o seu nome. Nós almoçamos no Restaurante e Pizzeria Wilhelm Tell.
Estátua representando Tell e seu filho
Altdorf fica localizada no cantão de Uri, mas já bem próxima à fronteira com o cantão Schwyz e  distante 55 km de Lucerna.
A cidade atrai muitos visitantes por causa de lenda de Tell e por estar cercada pelos alpes. Muitas pessoas fazem hiking até a montanha Schächentaler, que proporciona uma vista para todo os Vale Schächen. 


E, de fato, por onde quer que você ande, a cidade te dá uma vista espetacular para os alpes. É uma cidade bonita e bem agradável para se caminhar. 


E assim foi o dia em Altdorf, em um dos poucos finais de semana de sol desta primavera, que já está sendo considerada a mais chuvosa de todos os tempos.


Espero que logo mais, outros finais de semana de sol apareçam por aqui, para que eu possa continuar descobrindo outros cantos deste país tão lindo. Porque com chuva, não dá!

Ade Miteinander!

3 comentários:

  1. Tudo tão lindo e fascinante por ai.

    bjokas =)

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  2. Oi! Legal o blog! Nunca tinha ouvido falar na cidade, pelas suas fotos parece legal!
    Bjs

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Seu comentário é bem vindo! Obrigada!

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