29.6.14

Dolceacqua e Apricale, dois vilarejos medievais na Ligúria

Eu simplesmente adoro visitar e conhecer cidadezinhas medievais. Acho que por não termos tido um passado medieval no Brasil, sempre fico encantada quando tenho a chance de conhecer um lugar assim.

Recentemente tive a oportunidade de conhecer dois vilarejos medievais, que continuam resistindo ao tempo, localizados na região da Ligúria, na Itália.

A Ligúria é uma região a noroeste da Itália, muito famosa especialmente pelo seu litoral, conhecido como Riviera Italiana. O litoral de lá também me fascinou, mas talvez escreva mais sobre ele em outro post. Hoje quero falar desses dois pueblitos, que me encantaram.


Um dos vilarejos/cidade que conheci foi Dolceacqua, que é a cidade medieval mais importante do Vale do Nervia, região da Ligúria. A cidade é composta por duas aldeias: o centro antigo, chamado de "Terra" e o "Borgo", ambos são ligados por uma ponte medieval feita de pedra jubarte.



Na parte antiga da cidade está o Castelo Doria, que pode ser alcançado caminhando pelas ruazinhas estreitas e pitorescas da cidade. Não chegamos a subir até o castelo, porque estava fechado. Uma pena!








O castelo data do século 11 e assim como muitas outras vilas da região, Dolceacqua foi uma aldeia fortificada com um castelo principal e com muralhas ao redor para proteger a vila de invasões. O castelo foi passado de mão em mão ao longo dos séculos e por isso foi reformado e transformado inúmeras vezes.


O que sempre me impressiona é o fato de ter gente ainda morando em um lugar como esse, pois tudo parece tão distante da realidade lá fora... Ou será que nós é que estamos tão distantes da realidades deles?

A vila não tem mais do que 2.000 habitantes, muitos vivem do turismo, embora a única atração da cidadezinha, além da arquitetura, seja o castelo, alguns comércios de artesanatos, produtos locais como azeite e vinho, que são encontrados na região.

Hora do recreio em Dolceacqua


Monet, já havia se encantado com a cidade de Dolceacqua, tanto que em 1884, retratou a ponte medieval da cidade no quadro "Jóia de Leveza".



A outra cidadezinha medieval que visitamos e que fica somente a alguns poucos kilômetros de Dolceacqua foi a vila de Apricale.

Vilarejo de Apricale
Apricale deriva de "Apricus", que significa "exposta ao sol". A cidade foi erguida em uma colina e está localizada a poucos quilômetros da costa italiana e não muito longe das praias da Cote D' azur.

A cidade de tão pitoresca que é, parece que estava escondida em algum do passado e que parou no tempo.








A impressão que dá, é que em algum momento, de alguma dessas ruelas sairá um cavaleiro medieval, vestido com uma armadura de ferro e montado em seu cavalo!


 A cidade em si está muito bem preservada e conta com um centro histórico bem interessante que se alterna em abrigar festivais culturais, exposições de arte, festivais e etc... com a vida cotidiana da população.


A vila também é conhecida pelos murais originais e afrescos de artistas modernos. Caminhando pelas ruazinhas de lá, vira e mexe a gente se depara também com algum atelier de pintura...


 e restaurantezinhos escondidos por entre as ruelas da cidade e que servem uma comida maravilhosa, atraindo turistas de todas as partes, em busca dos sabores da Ligúria! Aliás, comida na Itália, merece um capítulo a parte, porque eu estou pra conhecer melhor país para se comer e beber bem como lá!


Enfim, adorei conhecer esses dois lugarzinhos pra fugir um pouco do "pacotão" turístico, rs... embora tudo lá de tão rústico que é, fica difícil acreditar que lugares assim existem e não são construções de cenários de um filme.
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17.6.14

O Brasil na mira

 Oi pessoal, fiquei alguns dias off entre férias e trabalho, mas já estou voltando aos poucos para a blogosfera. Antes, só queria deixar registrado aqui algumas impressões que eu tenho tido, especialmente por causa da Copa.

A Copa colocou mesmo o Brasil na mira! Pelo menos aqui na Suíça, artigos com a menção ao Brasil apareceram em muitos lugares. Algumas lojas também estão tocando muita música brasileira.


Seleção de alguns produtos que vi por aqui em homenagem a Copa no Brasil.



Agora com a Copa (e sem Copa também, rs..), normalmente quando digo que sou brasileira a reação das pessoas é, na maioria das vezes, positiva e vem acompanhada de um sorriso. Isso aconteceu ontem quando uma vendedora me perguntou, já afirmando: "Você é brasileira, né!? "Nossa como você soube"...  "Percebi pelo seu sotaque", hahaha. Ela reconheceu o sotaque porque tem uma amiga brasileira. No final da compra ainda me disse em português, obrigada e bom dia. Uma fofa!!

Na semana passada aconteceu de novo, estavamos passando por uma cidade francesa e o vendedor me perguntou de onde eu era, quando eu respondi, ele abriu um sorriso. No final disse obrigado, bom dia, Copa do Brasil, hahahaha. Pelo que eu já ouvi falar, franceses geralmente tem bastante interesse pelo Brasil...

Eu ando muito desgostosa com o Brasil e muito revoltada pelo rumo que as coisas tem tomado por lá, mas eu não posso negar que o nosso povo é lembrado mais por estereótipos positivos do que negativos e isso me deixa feliz, ainda que eu não goste de ser associada com a tríade festa-samba-futebol. Há outras nacionalidades, aqui mesmo na Suíça, que sofrem muito com clichês negativos e isso deve ser bem pior.

Se, na maioria das vezes, o estrangeiro tem uma imagem positiva do Brasil e dos brasileiros, o próprio brasileiro muitas vezes é o que mais gosta de denegrir o Brasil perante os seus. Escutando alguns amigos estrangeiros percebo que as vezes parece que eles gostam mais do Brasil do que nós mesmos. Isso fica perceptível quando por um azar da vida eu encontro alguns brasileiros que vem morar ou estudar fora e na primeira oportunidade saem falando mal do Brasil o tempo todo e fazendo comparações incabíveis, o que eu  acho muito esnobe, feio e deselegante. Claro que eu também tive a minha fase de deslumbramento, não vou negar. Por que é difícil, no início, chegar aqui e não ficar "babando ovo" pela Suíça, pela forma de como o país funciona, pelo sistema de transporte, pela qualidade de vida e etc... mas nunca fiquei falando mal do meu país. Já comentei sim sobre no que o Brasil poderia melhorar e claro que, inevitavelmente, fiz comparações, mas nunca depreciando o nosso país, porque apesar de tudo eu tenho respeito pelo país. Nunca ouvi de um estrangeiro, que vive em um país muito pior do que o nosso, sair falando mal de lá, mesmo quando encontra um conterrâneo.

Tem gente que vai todo santo ano para o Brasil e volta de lá reclamando de tudo. Vai fazer o que lá então, meu bem? Voltam de lá dizendo "como é possível viver assim e assado", "como o povo consegue pegar ônibus naquelas condições todos os dias" "como é possível gostar de comer arroz todos os dias", e por ai vai... como se essa realidade não tivesse pertencido a (muitos) deles. Se eu ouço um suíço ou um alemão dizendo isso, eu até vou entender, porque eles nunca viveram essa realidade, mas um brasileiro que morou quase a vida toda lá e passou por essas situações? O deslumbramento cega as pessoas e as fazem perder a memória.

Fora aqueles que voltam do Brasil dizendo que lá só vende porcaria e que nada tem qualidade. Sim, tem muita porcaria, como aqui também tem. Depende obviamente, onde você faz as suas compras e como compra. Eu e meu marido temos, por exemplo, roupas compradas no Brasil que já duram anosssss e estão longe de acabar. Mas tenho que concordar que os preços de muitas coisas estão absurdos de caro no Brasil...

Pra mim esse é o tipo de pessoa que nega as suas raízes e ficam querendo mostrar o que não são e nem nunca foram. São aqueles que cospem no prato que comeram.  Apesar de estar longe eu sei como está difícil viver no Brasil, pois tenho família e amigos lá.  O Brasil tem muitos problemas sociais e estruturais que estão longe de serem resolvidos, mas eu torço para que o país encontre o seu rumo e que o povo aprenda a votar, pois esta é a melhor forma de protesto.

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4.6.14

52 Objetos, o fim de um projeto

Há um ano atrás, iniciei o projeto 52 objetos e durante um ano inteiro publiquei aqui no blog um objeto por semana que significasse algo pra mim ou que me representasse de alguma maneira. Confesso que em algumas semanas não foi fácil encontrar um objeto para publicar, mas não esmoreci e consegui cumprir com o objetivo/desafio do projeto, rs..

Durante essas 52 semanas fotografei desde coisas que adquiri ou ganhei recentemente a outras que trouxe comigo e que pertenceram a algum momento passado da minha vida, mas que até hoje permanecem comigo. De objetos úteis a fúteis, tentei mostrar um pouco dos meus gostos e do meu estilo de vida.


Os objetos, de uma maneira geral, não foram elencados e publicados por uma ordem de importância, porque foram surgindo de maneira espontânea. Engraçado que tiveram vários objetos que fotografei e que acabaram não entrando nas postagens porque achei que não fizessem por merecer, rs... Olhando agora, acho que não substituiria nenhum objeto, talvez acrescentasse mais um ou outro. Mas chega! rs... Muito obrigada a todos vocês que me acompanharam durante essas semanas. Pra mim foi um exercício pensar em como e porque determinado objeto faz parte da minha vida.

Em breve voltarei com a programação normal do blog. Um abraço a todos os que passam por aqui!
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3.6.14

52 Objetos - Semana 52


♥ Objeto 52

O que é: Caixa de fotografias, cartões e lembranças...




De onde vem: A caixa eu ganhei de uma amiga (adoro caixas!) e as fotos e os cartões foram feitas/enviados em diversas ocasiões

Onde fica: Na estante do escritório

Porque foi escolhido: Por que nesta caixa contém algumas memórias, fotos, cartões e etc que fazem/fizeram parte da minha vida... É uma pena que a maioria das fotos que eu tenho estejam no computador, porque é tão bom também ter fotos em papel ou em um albúm. Mexendo nesta caixa lembrei que tenho fotos que ficaram no Brasil e que preciso trazer pra cá. Nesta caixa também estão guardados os cartões que recebi ao longo do tempo que moro aqui: cartões de casamento, de aniversário, de agradecimento, de natal, postais, convites e etc... Infelizmente muitos cartões e cartas que recebi ao longo da vida se perderam...então esta caixinha é uma forma de eu conseguir manter tudo guardado e é também uma forma de lembrar de acontecimentos e de pessoas que fazem ou que fizeram parte da minha vida através de alguns cartões que estão nela.

Esta postagem finaliza o projeto 52 objetos. No próximo post vou fazer uma montagem de todos os objetos para encerrar essa série. Obrigada a todos que me acompanharam até aqui!

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