8.12.16

São Paulo e os meus amigos

Bem amigos da rede globo Blogosfera, voltei recentemente de terra Brasilis. O blog não ficou totalmente parado (não que isso seja uma preocupação neste momento) mas quis deixar alguns posts programados para serem publicados enquanto estive em São Paulo. Quem me segue no insta (sandrabreub) acompanhou alguns dos meus passos por lá.

Essas minhas férias tiveram o foco não tão voltado para o turismo, embora eu tenha "turistado" muito pela cidade, visto que fiquei "" (São Paulo nunca é São Paulo, rs...) em São Paulo, o que foi ótimo para ficar com a minha família, rever os amigos e curtir a cidade com olhos de turistona. Conhecer e revisitar lugares que, na correria de só quem viveu e trabalhou nesta cidade, e que acabavam sendo deixados para trás ou mesmo "passando batido", teve um gosto diferente. Aprendi gírias novas paulistanas, comprovei o que eu já tinha esquecido: que em São Paulo é possível viver as quatro estações do ano em um só dia e que as oscilações de temperatura fazem uma confusão na vida do povo, que em São Paulo encontramos todos os povos, todas as comidas e todas as culturas do mundo (!), enfim vivi o dia a dia da cidade e tive uma sensação de pertencimento em muitas situações lá vividas. São Paulo é uma cidade imensa, dinâmica, onde as pessoas fazem mil coisas ao mesmo tempo, a vida lá pode ser stress ou emoção pura. Eu sou suspeita porque amo Sampa. E sou muito feliz por ter nascido e crescido em uma cidade que eu AMO!
Primavera em São Paulo. A árvore é linda, mas poxa,
bem que a prefeitura podia enterrar os fios elétricos!

Estação de trem Santo Amaro
E, se eu tenho esse amor e também orgulho por ser paulistana, o mesmo eu digo das amizades que cultivei durante a minha vida em São Paulo. Amizades de uma vida e que provaram que quanto mais o tempo passa, mais elas se fortalecem. Ver pessoas queridas e conhecer outras amizades que eram virtuais e passaram para o real (oi Grazi!!), onde eu senti que o santo bateu, houve afinidade, não tem preço.

Decoração do Café Fellini. Lugar muito agradável para tomar um café.
Fica na Rua Augusta no espaço Itaú de Cinema
Porque veja bem, durante a vida, eventualmente, vamos cruzar com pessoas que agem de forma pouco ética com você e com os outros. Eu, honestamente, prefiro ser "rejeitada" por gente assim, do que viver uma vida equilibrada na falsidade e na hipocrisia, fazendo vista grossa e aceitando esse tipo de pessoa que vai te dando tapinha nas costas, mas que no fundo são cruéis e manipuladoras, que colecionam "amigos" em redes socias, mas que fazem intrigas para que os outros se afastem, por inveja, ciúme ou mesmo insegurança. E ó, vou te contar... foi-se o tempo em que eu acharia que o afastamento de pessoas assim da minha vida tivesse a ver comigo, pensando que o "problema" seria eu. Areh baba! Hoje em dia eu acho graça disso. Prefiro fazer a linha "diferentona" e me cercar só de pessoas "good vibe"! E essas pessoas são poucas, mas também as melhores!
Vista de parte do centro de São Paulo a partir do edifício Martinelli
Nessa ida ao Brasil, pude reecontrar amigos e também pude comprovar que consideração, afeto e amizade são coisas que a gente não explica e nem força. Acontece ou não acontece, simples assim. Também não vou encher esse post com fotos deles, porque tem gente que eu sei que não gosta  de fazer exposição da figura, que publiquem fotos por ai, rs...  Quem sabe como é a correria de viver em São Paulo, sabe que nem sempre é fácil arranjar um tempo no meio da semana para o lazer, por isso lá, como eu tinha tempo, fiz questão de ir encontrar amigos onde eles estivessem e alguns fizeram o mesmo comigo. Fui para a Zona Lost Leste, São Caetano, Zona Norte, lugares um pouco distantes da casa da minha famíla, mas fui retribuída com todo o afeto do mundo. Por outro lado, "amigos" que se mostraram contentes quando souberam que eu estava indo para o Brasil e que até interesse demonstraram em me encontrar, deram um jeito de "sumirem" enquanto eu estive por lá, rs... e olha que nem era gente assim tão ocupada. Quer saber, no final das contas achei foi bom. Hoje em dia prefiro ficar "sem fazer nada" do que ter que encontrar gente por obrigação ou para fazer uma média, lol. Maturidade explica, hehe.

Enfim, ir para o Brasil sempre desperta um misto de emoções e sentimentos. É um lugar que conta a minha história e onde eu sei que sempre posso voltar.
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24.11.16

St. Martin e o vale de Calfeisental

🎵🎵♪♪ 
Moro onde não mora ninguém
onde não passa ninguém
onde não vive ninguém
é lá onde moro
e eu me sinto bem  ...
🎵🎵♪♪

Calfeisental, é esse lugar. Onde não mora ninguém. Onde não vive ninguém. O vilarejo fica aberto somente de maio até outubro. Nos outros meses do ano, não passa mesmo ninguém.
Foi no início do século 14 que St.Martin e o vale de Calfeisental começaram a ser habitados. Foram os Walsers (moradores dos alpes) que começaram a viver lá. Entretanto, nem para os Walsers, que eram acostumados a viver nas montanhas, a vida em Calfeisental era fácil.
Devido as condições climáticas desfavoráveis, com o passar dos anos os Walsers foram migrando, e arrumando outro lugar para amarrar a égua, ou melhor, as cabras. Com isso o vale foi ficando cada vez mais deserto. Para se ter uma idéia do quão difícil era viver lá, entre 1300 a 1652 viveram ali somente cerca de 100 pessoas. Pouca gente para tantos anos.
As casinhas de Skt. Martin que servem de pousada e restaurante de maio a outubro
Em Calfeisental há somente uma rua "habitável", com um restaurante, que serve também como pensão/pousada entre os meses de maio a outubro para os turistas e para os caminhantes. Durante o inverno, a estrada para Skt.Martin fica fechada devido a perigos de avalanche.
Calfeisental é um afluente do vale Tamina e é um lugar mais conhecido turisticamente pela população local aqui da Suíça, acho que especificamente por aqueles que fazem trilhas nas montanhas. O vale fica localizado na região de Bad Ragaz, mesma região onde fica o vilarejo da Heidi, não há lá um turismo de massa, como nas montanhas mais famosas daqui, em partes também pela dificuldade de se deslocar até lá. Atualmente essa é uma área de reserva e proteção ambiental.

Chegar até Calfeisental não é das tarefas mais fáceis. Isso porque, diferente da maioria dos vilarejos alpinos da Suíça que é servido por cable, trem ou ônibus, Calfeisental só é alcançável de carro ou a pé. Para quem for visitá-lo de transporte público, será necessário ir até Bad Ragaz e da estação de trem, você deverá tomar um ônibus até Vättis e de lá, seguir a pé até Calfeisental. A caminhada será longa... Já de carro, a partir de Bad Ragaz programe o GPS para Skt.Martin e de lá siga as sinalizações. A estrada que liga o vale é sinuosa e cheia de curvas. Além disso, será necessário atravessar dois ou três túneis bem estreitos, e por isso atenção: os acessos para ir e vir são limitados a cada meia hora (meia hora pra cada sentido ida e volta). Não é possível que dois carros trafeguem ao mesmo tempo.

A barragem de Gigelwald, na chegada a Skt Martin
Mas, chegar lá, valeu o esforço. A manhã do começo de outono havia começado gelada, mas felizmente o sol fez a gentileza de aparecer horas depois em Calfeisental. Esse é um lugar muito bonito e que guarda uma certa aura mística. Muitos acreditam que este vale possui fortes energias e muitas lendas relatam que eventos estranhos e "sobrenaturais" aconteceram por lá. Místicos creem que Calfeisental é um lugar de cura e de energização.


Bem, o vale é um verdadeiro achado para quem procura por tranquilidade e belas paisagens.Se é energético ou místico, eu não sei, mas estando lá a gente sente mesmo uma aura de paz e tranquilidade. Impossível ficar alheia a beleza do vale e ao silêncio do alto das montanhas.
 Riachos e pequenas quedas d' água cortam o vale.
Estando lá é possível explorar uma boa parte do vale e fazer uma caminhada até a cabana do Sardona (mas nós não fomos) cuja área foi tombada pela Unesco. Enfim, há pessoas que caminham durante dois dias para explorar o vale inteiro! Pra gente, não foi dessa vez. Quem sabe em uma próxima oportunidade.
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13.11.16

Eguisheim

Uma lindíssima vila na região da Alsácia. É assim que eu posso começar a descrever Eguisheim.

Pertencente ao território francês, Eguisheim fica localizada a poucos quilômetros da fronteira entre a Suíça, a França e Alemanha, se tornando assim um fácil e excelente destino para quem está ou mora na Suíça. Junto com Ribeauvillè e Riquewir, Eguisheim faz parte das cidades que estão na rota do vinho branco da Alsácia.

Vielinhas estreitas com casinhas repletas de flores que lembram casas de contos de fadas, lojinhas de vinho e de especialidades alsacianas decoradas com tonéis de carvalho, deixam a cidade com cara de sonho!

Nem mesmo um dia nublado de outono conseguiu apagar o charme e a beleza das ruazinhas da vila de Eguisheim. Aliás, você sabia que esta vila foi eleita pelos franceses com uma das mais belas da França?
Além disso, essa vila ganhou também esse título devido às inúmeras flores que enfeitam as casas e os comércios. É tudo muito fofo!!!




A cegonha é o símbolo da região da Alsácia e em todas as cidades da rota do vinho haverá muitos souvernirs com referências a elas. Em Eguisheim, um pouquinho fora do centrinho da cidade, encontramos um viveiro com algumas cegonhas.

Passamos somente algumas horas na cidade, mas que foram suficientes para andar por todas as ruazinhas, visitar as lojinhas de produtos da região, almoçar, tomar um café, comprar vinho e voltar para a casa.
Lojinhas de souvenirs e pratos da culinária local.
Claro que, além disso, há muitos roteiros pela região para quem quiser visitar as vinícolas e fazer degustação de vinhos.

A região da rota do vinho da Alsácia é muito conhecida turisticamente, mas como eu já havia citado no post sobre as outras duas vilinhas que visitei (Riquewihr e Ribeauvillè), fica um pouco complicado visitar a região sem carro ou de ônibus de forma independente (sem ser de excursão), porque transporte público funciona de maneira restrita, com ônibus circulando em poucos horários.


Por isso é melhor se planejar bem ou procurar por uma agência de turismo para não ficar na mão.

Fim do passeio! Obrigada por me acompanharem :-).
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6.11.16

O castelo de Hallwyl

O castelo de Hallwyl é um dos pontos turísticos mais visitados no cantão do Aargau. Nos países de lingua alemã, esse tipo de castelo é chamado de "Wasserschloss", que em tradução livre seria algo como "castelo na água", já que o castelo fica dentro de um fosso d' água.


A história desse castelo começa lá no final do século 12 quando a família Hallwyl pertencente a aristocraria rural do Aargau, começou a erguê-lo para servir com residência.

Lá pelo século 14 - a esta altura a casa já era um castelo - ele começou a ser expandido. Bom, a história é longa, então para resumir: em 1380 uma parte do castelo pegou fogo, mas foi rapidamente reconstruída. Anos depois, as tropas dos Berneses (de Berna) tacaram fogo no castelo quando os suíços conquistaram o cantão do Aargau (lembrando que o cantão do Aargau e boa parte de Berna estiveram durante anos sob domínio dos Habsburgos da Aústria). No correr dos anos o castelo foi passando de mão em mão pela dinastia dos Hallwyl, que foram expandindo, reformando, ou deixando o castelo em mau estado, cada um fazendo de acordo com as suas posses.
Quando o seu último dono, Walther von Hallwyl o comprou, o castelo chegou a ficar três decadas desocupado, isso porque ele foi curtir a vida foi morar com a esposa em Estocolmo, na Suécia, deixando o castelo "abandonado". Logo após a sua morte, sua esposa Frau (senhora) Wilhelmina von Hallwyl, criou uma fundação para preservar a história do castelo e o abriu ao público. Mulheres, sempre visionárias!


A área interna do castelo com as lembranças da era medieval e o lado de fora, com os seus jardins e um moinho d' água.

Em 1994 o castelo foi oficialmente doado ao cantão do Aargau e entre 1997 e 2004, ele passou por uma reforma completa. Agora o castelo está ai, lindão e aberto para todo mundo!


Além da visitação interna, durante o ano acontecem vários festivais, exposições de artistas locais, ou mesmo mercadinhos regionais de produtores locais no páteo do castelo.
Feirinha de produtos regionais de outono no páteo do castelo de Hallwyl
A área ao redor do castelo é muito bonita e ótima para piqueniques durante o verão ou até mesmo para caminhadas durante o inverno, já que o povo suíço adora caminhar. Nem o frio ou o mau tempo detém os suíços quando o assunto é praticar esporte!
 Os caminhantes (die Wanderer, em alemão) na área próxima ao castelo de Hallwyl
A região onde está o castelo de Hallwyl é cercada pelo Hallwylersee (lago de Hallwyl) e é uma região muito agradável para passar algumas horas do dia durante o verão, ou mesmo fazer um passeio de barco pela região. É possível combinar a visita ao castelo com um passeio de barco, por exemplo, no mesmo dia.
O pier de Seerose. Uma das paradas do passeio de barco pelo lago de Hallwyl
O castelo fica aberto à visitação de 01 de abril à 31 de outubro. Para chegar até Hallwyl há ônibus saindo de Lenzburg ou Aarau. Neste site há informações dos preços de entrada, dos passeios de barcos e dos ônibus que servem a região.

Se você fizer esse passeio vou adorar saber da sua experiência. Conte aqui nos comentários como foi!
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28.10.16

Da quebra da rotina e da sorte que eu tive

Quando a gente tem qualquer rotina, da mais simples que seja, o nosso cérebro entra em uma espécie de "piloto automático", e isso é comprovado cientificamente por neurologistas e cientistas do cérebro. A gente, ou o nosso cérebro, repete quase que automaticamente os mesmos passos para as funções  que estamos habituados a fazer no dia a dia.

Se manter uma rotina é importante, até para a organização das funções do dia a dia, a quebra dela, por menor que seja, pode resultar em um problema, ou na pior das hipóteses, em uma tragédia. Lembro de ter visto, tempos atrás, alguns casos de pais que, quando mudaram um determinado percurso que faziam diariamente, esqueceram o filho trancado no carro. Não porque eles não amassem ou não se importassem com a criança. Simplesmente porque o cérebro registrou que eles já haviam feito aquela tarefa. Lembro de um caso assim, de um pai que esqueceu o filho ou a filha, não me lembro bem, no carro, e a criança veio a óbito. Na época isso foi muito comentado. Comentou-se sobre o sofrimento e a perda dessa família, sobre o papel que a rotina a exerce sobre a nossa organização diária e também como o acúmulo de tarefas faz com que muitas pessoas tenham um esgotamento mental. Lembro que o juiz não condenou aquele pai e alegou que ele já estaria condenado pelo resto da vida. Reiterou que ele precisava de apoio e ajuda e não de mais uma condenação. Eu achei muito sensato da parte do juíz, imaginem só a culpa que esse homem já vai carregar pelo resto dos seus dias.

Um tempo atrás aconteceu algo comigo sobre a quebra de rotina. Calma, não esqueci nenhuma criança por ai! Bate na madeira! Não foi tão grave como esse caso, mas que poderia ter me causado um constrangimento e um prejuízo.

Nesta época eu fazia um curso três vezes por semana em Zurique. Todos os dias de curso, eu tomava o trem com aquele ticket que você precisa validar na máquina assim que você chega na plataforma, ou seja, validá-lo uma vez era suficiente para o meu ir e vir. Assim, a minha passagem já ficava paga para o meu percurso de ida e volta. Acontece que em um dia de curso, eu precisei primeiro ir para um compromisso em outra cidade e depois para Zurique. No fim do curso voltaria, como de rotina, para a minha casa. Comprei ticket, fui para o meu compromisso. Terminou o meu compromisso, comprei outro ticket até Zurique. Neste dia não daria para eu validar o meu bilhete como fazia de costume porque ele não contemplava a outra cidade.

Bom, terminou o curso e eu fui para a estação de trem. Ainda fiquei esperando lá uns quinze minutinhos até dar o horário de tomar o meu trem. Não me passou pela cabeça que eu não tinha o ticket para voltar para a casa, porque o meu cérebro, naquelas circunstâncias já havia registrado que eu já tinha validado o meu ticket na ida.
Controlador da cia de trens suíços SBB
Foto: Jornal Blick (Symbolbild) Keystone/Gaetan Bally
Pra encurtar: peguei o trem sem um bilhete válido. Na hora que eu sentei e o trem começou a partir, me deu um click e eu lembrei imediatamente que estava sem o meu bilhete! Entrei em pânico! Naquele  horário, próximo das 18:30 hs e também horário de rush, acho que em pelo menos 98% das vezes neste percurso que eu fazia, tinha controle. Eu estava perdida! Já fiquei imaginando a vergonha que eu passaria, a explicação que eu daria para o controlador, os olhares reprovadores dos outros passageiros e os 100 francos que eu morreria na multa. Veja bem pagar os 100 francos ia me doer, entretanto doeria bem menos do que a vergonha que eu passaria com aquele trem cheio e todo mundo, não me olhando diretamente, porque suíço é discreto (rs), mas presenciando aquela situação. Pânico, pânico, pânico. Pensei em me trancar no banheiro e só sair quando o trem chegasse, pensei em simular um desmaio se o controlador aparecesse... aqueles 23 minutos do meu percurso me pareceram uma eternidade.

Foto: typoblog.ch
Aviso bem humorado em um trem na cidade de Zug: Atenção: viajar no negro pode colocar sua saúde em risco. Irritação, stress, ansiedade e uma multa de 80 francos são prejudiciais. Viva mais saudável - tenha sempre um bilhete válido. 

Começo a rezar, pedindo pelo amor de Deus para não ter controle naquele dia. De repente, abre-se a porta e vejo um homem de roupa social e gravata. Pensei: agora ferrou, é o controle. Para a minha sorte, era só um passageiro procurando por um assento vago. Dez minutos, quinze minutos, vinte minutos, nada do controlador. O alto falante anuncia que a minha estação está próxima, me levanto e corro para a porta. Felizmente, por uma sorte imensa, neste dia não houve controle. Respiro mais aliviada do que nunca!

Agora, quando por algum motivo eu mudo uma rotina minha que envolva compra de bilhetes, eu, antes de sair de casa, coloco um aviso no despertador do celular para me lembrar disso. Um stress como esse não quero nunca mais passar!
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24.10.16

Sauser, o vinho do outono

Aproveitando que estamos no outono, quero pegar o gancho dessa estação do ano que marca presença não só pela beleza, como também pela sazonalidade de diversos produtos, para escrever sobre um delicioso vinho de outono.

Foto: http://www.delikatessenschweiz.ch
O Sauser é um vinho sazonal que é exclusivamente consumido no outono. Ele não é pra mim uma descoberta recente, mas sabe como é né, o tempo vai passando, as idéias vão ficando pra depois e quando eu vejo PLUFT!... já se passaram quatro ou cinco meses, ai pra mim, não faz mais sentido escrever sobre um produto do outono, lá na primavera (rs.) Tenho que pegar o embalo agora, no outono!

...Enfim, entrando no assunto ...

Feito com uvas frescas, utilizadas antes do processo de fermentação, o Sauser é um vinho leve, de graduação alcóolica em torno de 4%. É um vinho barato e delicioso, que lembra um pouco um espumante e deve ser consumido bem rápido, pois logo após a sua abertura ele se fermenta muito rápido. A garrafa também não deve ser mantida com a boca para baixo e nem deitada porque o vinho vasa (devido a presença do ácido responsável pela fermentação, ele fica constantemente em estado gasoso, digamos assim).

Foto: www.weinkellereirahm.ch
Aqui na Suíça o Sauser pode ser encontrado nas delicatesses, nas lojinhas de vinho, nas feirinhas regionais de outono ou ainda no supermercado Coop. Porém, eu, particularmente não gosto muito do Sauser que é vendido no Coop (da linha Qualité & Prix). Acho pouco artesanal e o sabor, quando comparado aos comprados nas feirinhas regionais ou nas lojinhas menores, deixa muito a desejar.

Enfim, para quem quiser provar esse vinho que é fruto da primeira colheita de uvas da temporada, tem que ser rápido, porque só é possível comprá-lo entre setembro e outubro. Corre que (acho) que ainda dá tempo!!

Zum Wohl! (Saúde!)

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